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sábado, 19 de novembro de 2011

Martin Rauch

A propósito da recente aula teórica com o professor Jorge Cruz Pinto, eis algumas informações sobre Martin Rauch e a construção em taipa.


Nascido em Schlins (Áustria) em 1958, Martin Rauch optou pela formação de ceramista na Academia de Artes Aplicadas de Viena, tendo-lhe sido oferecido um contacto profundo com o tecnicismo do barro. Mais tarde, faz voluntariado em África, permitindo-lhe uma maior proximidade com as técnicas construtivas que usam de forma optimizada os recursos locais. Assim, começou por desenvolver pequenos elementos estruturais e a apurar técnicas construtivas. Hoje, Rauch trabalha na construção e promoção da Arquitectura de Terra, um pouco por todo o mundo.
Desde 1990 que Martin Rauch começou a projectar e a desenvolver edifícios com recurso à terra crua, recorrendo essencialmente à taipa, como principal técnica construtiva.
Desde 2003, Rauch dá palestras na Universidade de Arte e Design industrial em Linze. Desde 2010 é professor honorário da Unesco, na cadeira de Arquitectura de Terra.
Um dos projectos mais conhecidos do ceramista e escultor é escola “Handmade School” em Rudrapur, no Bangladesh. Pretendia-se utilizar técnicas e materiais tradicionais da cultura local, num contexto de contemporaneidade e sustentabilidade.

Outro projecto emblemático é casa do próprio, em Schlins, em parceria com o arquitecto Roger Boltshauser, que tem sido alvo de inúmeras visitas de estudo, fazendo parte do roteiro de “turismo arquitectónico” do centro da Europa. A casa, concluída em 2008, encontra-se implantada numa colina, sendo construída com materiais locais. As paredes são em taipa, com as juntas entre as várias camadas “fechadas” com peças cerâmicas.
Mais alguns exemplos de obras de Martin Rauch:
Jardim de Infância. África do Sul
Edificio habitacional para crianças com deficiencias motoras. Joanesburgo, África do Sul

Conceito Earth Works. Gmunden, Áustria 

Recuperação de casa. Suiça

Conclui-se portanto, que ao longo de duas décadas de procura e investigação, Martin Rauch tem sido capaz de implementar novamente técnicas tradicionais ligadas aos materiais milenares na concepção dos edifícios contemporâneos, tornando-se assim, um perito de grandeza internacional neste campo colaborando intensamente com artistas e arquitectos de todo o mundo.

Fontes:
http://www.basehabitat.ufg.ac.at/earthworks/martin.html (Acedido em 17 de Novembro de 2011)


Catarina Loureiro

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Regras de dimensionamento de degraus

As escadas são um meio não mecânico que permitem a ligação entre planos de níveis diferentes, compostas por:
  • Degraus (pisos + espelhos)
  • Pisos (pequenos planos horizontais que constituem a escada)
  • Espelhos (planos verticais que unem os pisos)
  • Patamares (pisos de maior largura que sucedem os pisos normais da escada, geralmente ao meio do desnível do pé direito, com o objectivo de facilitar a subida e o repouso temporário do usuário da escada)
  • Lances (sucessão de degraus entre planos a vencer, entre um plano e um patamar, entre um patamar e um plano e entre dois patamares) 
  • Guarda-corpo e corrimão (protecção em alvenaria, balaústre, grades, cabos de aço etc na extremidade lateral dos degraus para a protecção das pessoas que utilizam a escada)
Tipos de escadas:


Dimensionamento de escadas segundo a NBR 9077 (Saídas de Emergência em Edificações) e a NBR 9050/2004 (Norma de Acessibilidade):

As dimensões dos pisos e dos espelhos devem ser constantes em toda a escada, seguindo então, alguns parâmetros de construcção:

  • 0,28 metros < pisos < 0,32 metros;
  • 0'16 metros <espelhos< 0,18 metros;
  • 0,63 metros < pisos + 2 x espelhos < 0,65 metros;
  • Largura mínima de escadas fixas = 1,20 metros;
  • Distância entre o primeiro e/ou o último degrau de um lance de escada e a área da circulação adjacente = 0,30 metros;
  • Existência de patamares em escadas fixas = No mínimo, a cada 1,20 metros de desnível ou sempre que houver mudança de direcção;
  • Obrigatoriedade de instalações de corrimãos e de guarda-copos nos dois lados das escadas fixas e das rampas construídas em materiais rígidos, fixados à parede ou às barras de suporte, de modo a oferecerem condições seguras de utilização;
  • Forma e estrutura do corrimão = Secção circular entre 3,5 e 4,5 centímetros de diâmetro.
  • Espaço entre a parede e o corrimão = Mínimo 4 centímetros;
  • Regra de segurança para crianças e para indivíduos com problemas de visão e de mobilidade = Prolongamento dos corrimãos 0,30 centímetros antes do inicio e depois do fim das escadas ou das rampas;
  • Altura dos corrimãos em relação ao piso para adultos = 0,92 metros;
  • Altura dos corrimãos em relação ao piso para crianças = 0,70 metros;
  • Corrimãos continuos e sem Interrupção nos patamares.



Esta foi apenas uma síntese sobre as regras de dimensionamento de degraus, contudo podem encontrar muito mais informação no site acima referido.

Espero que vos tenha sido útil,

Diana Martins

Dudock (continuação)

Câmara Municipal, Hilversum (1928-1931)


Cité Universitaire, Collège Neerlandais, 1939, Paris, França


Ana Morgado

Dudock

Wilem Marinus Dudock (1884, Amestardão/1974, Hilversum) foi em arquitecto modernista, holandês.
Nos primeiros 10 anos da sua carreira arquitectónica construiu fortalezas defensivas e quartéis para o exército holandês. Em 1927 tornou-se um arquitecto da cidade de Hilversum, perto de Amestardão, na Holanda. Nesta função coordenou a expansão da cidade e projectou os principais edifícios públicos, bem como cerca de 75 casas.
O uso da assimetria, dos beirais e de outros elementos do seu marco Prefeitura foram claramente influências de Frank Lloyd Wright e da Escola de Chicago. Dudock continuou a produzir estruturas modernistas em Hilversum até 1960 e teve influências internacionais.
Projectou ainda edifícios em Paris como Collége Neerlandais na Cité Universitaire, um centro cultural em Bagdá e um cinema em Calcutá.
Dudock recebeu a Medalha de Ouro RIBA em 1935 e a Medalha de Ouro AIA em 1955.

Ana Morgado

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Técnicas de Construção - Gaudi, LA PEDRERA

Visto que tenho andado a fazer pesquisa sobre La Pedrera do Gaudi para o trabalho de Cultura encontrei um filme que contem umas informações, técnicas de construção, interessantes e que até podem ser utilizadas neste nosso projecto: Vejam bem como é estruturada esta obra e também a garagem. É relacionada com o corpo Humano, sendo "o esqueleto" as traves de ferro e "a pele" as curvadas e irregulares paredes. Esta técnica possibilita uma total transformação dos espaços interiores pois não há "paredes mestras", sendo tudo suportado pelas traves de ferro. Aqui têm o filme:

www.youtube.com/watch?v=eEY2XvzlOl4 - Estrutura
www.youtube.com/watch?v=T3bWYbjjuvc - Garagem


As outras duas partes do filme também são muito interessantes, mostrando mais exemplos em que Gaudi desafia a gravidade ao limite (por exemplo com as escadas no meio do átrio).

Enjoy!

Catarina Reynolds Brandão

domingo, 13 de novembro de 2011

Abóbodas de Pedra

Da parede à cobertura, soluções de continuidade construtiva em pedra:

Tipologias e métodos construtivos



Irlanda, Idade do Bronze




















Escócia , construção Celta
















Banhos Romanos de Gerasa, Jordânia


















Abóboda Medieval, Marselha













Pombal do Sec.XVI, Escócia




















Banhos Turcos Cagaloglu Hamami em Sultanahmet Istanbul, Turquia










Stone Dome, instalação de James Turrell, Camberra, Austrália

Holocaust Memorial _Greater Miami Jewish Federation_Kenneth Treister