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sábado, 12 de novembro de 2011

Bahrain World Trade Center







O design e arquitetura do Bahrain World Trade Center (BWTC) são tão arrojados e peculiares que muitos acreditaram ser um edifício utópico e inviável quando se elaborou o projeto. Porém, o BWTC não só foi construído com toda a pompa e zelo como também ganhou vários prêmios, dentre eles o LEAF 2006 (pelo bom uso de tecnologia ambiental em larga escala) e o prêmio de Design para Construção Árabe Sustentável. Toda essa fama de ecologicamente responsável não é à toa: o BWTC possui três turbinas eólicas de 29 metros de diâmetro cada e com capacidade para gerar 225 kW de energia ao ano, trazendo uma opção limpa de energia.
O Bahrain World Trade Center localiza-se na cidade de Manama, capital do Bahrein – país do Oriente Médio – e teve a sua inauguração em 2008. Foi projetado e construído pela Atkins, empresa multinacional do ramo arquitetônico que é conhecida no mercado por seus edifícios inovadores e diferentes. O BWTC é composto por duas torres simétricas de 240 metros, cada uma com 50 andares. Elas estão unidas entre si por três pontes que sustentam as turbinas produtoras de energia eólica. Foram necessários muitos anos de pesquisa e de simulações em túneis de vento para se ter certeza de que a rotação das turbinas não iria afetar a estrutura do arranha-céu. O formato e a posição das torres (alinhadas ao norte) foram milimetricamente pensados para se aproveitar ao máximo a corrente de ar que chega do Golfo Pérsico, ajudando a criar uma enorme eficiência energética.
O complexo de prédios em formato de vela que marca a cidade de Manama é charmoso e imponente ao mesmo tempo, além de proporcionar diversas atividades para os seus visitantes e frequentadores. Cada um dos edifícios possui 34 andares dedicados somente à área empresarial, com diversos escritórios utilizados para business. Além disso, o BWTC oferece um shopping de marcas famosas e luxuosas, com cerca de 200 lojas. Há também a parte de restaurantes refinados. Isso sem contar a área de lazer (Fitness Club), o hotel Sheraton, a creche para crianças e o estacionamento com capacidade para 1.700 carros. Um empreendimento moderno, multiuso, versátil e sustentável.

Marina Charnock

TEAM 10 ONLINE

No presente link podem encontrar e explorar a história do grupo lendário Team 10.
Muitas vezes referido como "Team X", foi um grupo de arquitectos e outros participantes convidados que se reuniram a partir de Julho 1953 no 9º congresso da CIAM (Congressos Internacionais da Arquitetura Moderna, plataforma fundada em 1928) com o objetivo de rever os seus conceitos e abordagem doutrinária ao urbanismo.


http://www.team10online.org/

Marina Charnock

Hassan Fathy



Hassan Fathy nasceu no Egito em 1899.  Estabeleceu um consultório particular no Cairo, onde também trabalhou como professor de Belas Artes e chefe da Escola de arquitectura, da Universidade do Cairo.






Um arquiteto egípcio que dedicou-se à habitação dos pobres nos países em desenvolvimento, Hassan Fathy merece um estudo por qualquer pessoa envolvida na melhoria rural. Fathy trabalhou para criar um ambiente indígena, a um custo mínimo, e ao fazê-lo para melhorar a economia ea qualidade de vida nas áreas rurais.
  

Explorou novas ideologias, e representou para o mundo uma arquitetura totalmente nova após a re-descobrir as maravilhas da nossa herança, e re-tecer os fios juntos para gerar esta nova arquitetura.

Fathy utilizados métodos de design antigo e materiais. Ele integrou um conhecimento da situação egípcia rural econômico com um amplo conhecimento das antigas técnicas de design de arquitetura e da cidade. Ele treinou os habitantes locais para fazer os seus próprios materiais e construir seus próprios edifícios.
Condições climáticas, as considerações de saúde pública, e as habilidades artesanais antigos também afetou as decisões de sua concepção. Com base na aglomeração estruturais dos edifícios antigos, Fathy incorporadas paredes de tijolo denso e formas tradicional pátio para fornecer refrigeração passiva.


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Vitrúvio: De Achitectura

Marcus Vitruvius Pollio foi um famoso arquitecto romano no século 1 aC. Pouco se sabe sobre sua infância. . Pensa-se que terá nascido em Verona, embora isso não tenha sido totalmente provado.  

Na sua vida, Vitruvius tornou-se famoso como arquitecto do imperador Augusto e pela sua obra "De architectura", que é um resumo da sua própria experiência no campo da arquitectura.
 
A obra, composta por 10 volumes, foi escrito por volta de 15 aC e dedicado ao imperador. É considerada a única fonte directa na arquitectura antiga e tinha uma influência considerável sobre a Idade Média e no Renascimento.  Nos seus livros, Vitruvius explica a teoria da ordem arquitectónica de pilares, bem como as formas e tipos de templos e regras introduzidas para a concepção de casas.
 
Juntamente com a arquitetura real, ele também tratou objetos técnicos, por exemplo, o chamado "Tímpano" (para o transporte de água), moinhos de farinha, fontes termais, relógios e várias ferramentas técnicas que auxiliam a construção.
 
Grandes escritores arquitectónico do século XV ao XVII, incluindo Alberti, Vignola, Palladio e Selio basearam as suas teorias em Vitrúvio "De architectura".

A primeira edição impressa do trabalho de Marcus Vitruvius Pollio apareceu em Roma em 1486, o primeira edição  ilustrada foi publicada em 1511, em Veneza.
 




http://www.vitruvius-pollio.com/




Sofia Damásio

terça-feira, 1 de novembro de 2011

The Eyes of The Skin - Juhani Pallasmaa

A segunda parte do livro The Eyes of the Skin, de Juhani Pallasmaa, encontra-se disponível no seguinte link:

Nesta parte o autor refere-se principalmente aos sentidos, relacionando-os, principalmente com a visão. Refere também a importância de elementos como a luz e o silêncio e as sensações por eles provocadas.
                                                                                                             
Carlos Lima

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Panteão de Roma





"O Panteão de Roma, também conhecido como Panteão de Agripa, foi mandado erguer entre 118 e 125 pelo imperador Adriano (que segundo alguns autores, terá participado activamente na sua concepção. Esta construção encontra-se na praça Panteão numa posição central entre a Via "del Corso" e a Praça Navona, em Roma, Itália. Este edificio substitui uma construção menor, dedicada a Jupiter, arquitectada por Marcus Agrippa em 27 a.C., que sofrera um devastador incêndio."

Depois de uma breve informação sobre o Panteão, irei deixar algumas informações sobre a sua construção, mais especificamente a inovadora cúpula.



"As dimensões do Panteão, uma novidade para a época (43,5 m de altura) fazem com que este monumento tenha o espaço mais amplo, com a maior cúpula da História até o séc. XIX. Esta contém uma abertura circular (oculus zenital), ao centro, com 9 metros de diâmetro,  que dá passagem a um jorro de luz tão abundante como magnifico, produz também uma sensação de leveza dentro do edifício. Este óculo encontra-se a mais de 40 metrosacima do pavimento, e como o diâmetro do recinto tem a mesma dimensão, a cúpula e o tambor, sendo de igual altura, encontram-se em perfeito equilíbrio. No exterior, esse equilíbrio não foi possível, porque para se conter o empuxo da cúpula era necessário fazer uma base consideravelmente mais pesada que o cimo,   para isso concentrou-se o peso da cúpula em oito grossos pilares e espessas paredes  (7 metros, que foram construídas com materiais leves (cimento romano e tijolo) e que vão adelgaçando até chegarem ao topo.)
Acreditava-se que por a cúpula ser tão alta a chuva evaporar-se-ia antes de chegar ao chão. Tal não é verdade, pois quando chove o chão de mármore fica molhado. Mas um eficaz sistema de drenagem aliado ao facto de o chão ser convexo impede o Panteão de ficar inundado."

"O Pantheon é dominado por um espaço circular contralizado no eixo vertical definido sob a grande abertura no zênite da cúpula. E isto significa a introdução da sagrada dimensão da vertical na organização interna do espaço, a unificação da ordem cósmica e da ordem humana, fazendo com que o homem se sinta como um Deus inspirado, explorador e conquistador,  como um produtor de historia de acordo com o plano divino. No Pantheon e na arquitectura renascentista, a luz dominante entra pelo zênite e convida o homem a situar-se no “sagrado” eixo vertical por ela definido, assim, parece “ divinizar-se”. A cúpula lhe revela um universo claro e racional, disposto ao seu redor e antropocentricamente construído"

Sara Morais